segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Já fui a Portugal Parte V - o relato possível de uma viagem feita sem o minímo planeamento

Hoje o São Pedro não está do nosso lado, definitivamente. Não está a chover, mas o céu está cheio de nuvens e a prometer.

De qualquer maneira, decidimos ir ver um pouco de Bordéus. Não vimos muito, limitámos-nos a andar de mota pela cidade e a parar numa Patisserie para uns croissants e cafézinho.

É uma cidade muito bonita, sem dúvida. Merece um fim-de-semana inteiro para a ver como deve ser. Até porque é uma cidade Património da Humanidade e tem muito para ver. Mas como não podemos gastar muitos mais dias na viagem, porque temos compromissos em Portugal, fica a promessa de voltarmos.

Hoje chegámos a Madrid, 696Kms de viagem, mais coisa menos coisa. A viagem não teve grandes atractivos, tirando a passagem pelos Pirenéus, que é sempre magnifica, e a nossa aventura ao pequeno-almoço.

Então, parece que o meu marido ontem, enquanto verificava a mota, foi abordado por um moço a falar inglês, que estava a ter alguma dificuldade com o check-in electrónico do hotel e se ele não o poderia ajudar. Então, lá esteve ele, que está sempre disposto a ajudar os outros, a explicar ao moço como fazer o check-in.

Ora, estávamos nós no dia seguinte a tomar o nosso costumeiro pequeno-almoço quando o dito moço entra na cozinha e senta-se na mesa ao nosso lado. Passado, um bocado, levanta-se e vem ter connosco.

- Desculpem lá, mas vocês são Portugueses??
- Tu és Português??? Mas então para que é que estivemos a falar estrangeiro ontem??
- Epá, sabia lá, eu ontem só queria era conseguir um quarto.

Bem, fartámos-nos de rir com a situação. Ao que parece, o meu marido e este moço estiveram mais de ½ hora a falar inglês um com o outro. São as vicissitudes de se andar nesta vida de imigrante. E também o lado engraçado.

Conclusão, o nosso conterrâneo estava a viver na Escócia, e meteu-se a caminho de Portugal com um mapa imprimido a partir do Google Maps, mais nada. Este ainda é pior que nós. Mas lá o conseguimos orientar e ele lá foi a caminho.

Aconteceram-nos várias histórias destas pelo caminho.

Ainda em Franca, passámos por Cap Breton, Bayonne, Biarritz, onde ficámos a dormir quando viemos para a Holanda em Novembro de 2007, foi uma aventura daquelas, Saint-Jean-de-Luz.

Estava eu a dizer então que passámos pelos Pirenéus, já não é a primeira vez,mas desta vez adorei mesmo. As outras vezes, foram sempre já de noite e uma delas foi no meio de uma tempestade de neve, em que cheguei mesmo a ter medo de que nos acontecesse algo.

Desta vez, foi de dia com um sol radioso. Não há palavras para descrever aquelas paisagens, são mesmo de cortar a respiração. Aliás, não sei se era de ir de mota desta vez, mas parece que foi especial, não sei explicar.

Parámos algures para meter gasolina, a nossa suzukinha só leva 20lts da dita e a cada 250/300Kms, temos que parar e atestar. O basco da ES percebeu que éramos portugueses e meteu conversa connosco.

Então parece que os portugueses não são muito bem-vistos por aquelas partes. Ao que parece, as empresas de construção civil ficam com tudo quanto é projectos de construção porque fazem uns preços baixíssimos com que as empresas bascas não conseguem competir. Não sei bem porquê, mas achei preferível não me alongar em mais conversas.

Entretanto, o meu marido pôs-se a conversar com um casal Holandês que ia a caminho de Portugal onde têm uma casa no norte. É incrível que ao fim de seis meses de aulas, o meu marido fala Holandês com um á-vontade tal que parece que nunca fez outra coisa na vida.

Depois, fomos a San Sebastian, típico. Foi pena estarmos algo pressionados de tempo. O ano passado andámos 3 semanas a andar de mota por Franca, Bélgica, Alemanha, Luxemburgo e ainda alguma coisa da Holanda e tivemos tempo para ver tudo o que tínhamos planeado.

Mas haveremos de voltar com mais tempo.

Antes de chegarmos a Madrid, parámos para almoçar algures num restaurante atestado de camionistas. Pensámos logo que era o sítio ideal para comer, mas mudámos de ideias quando olhámos bem lá para dentro. Havia outro ao lado, portanto nem perdemos tempo a pensar nisso.

O engraçado desta paragem é que o restaurante ao lado era o mesmo onde tínhamos parado para almoçar da ultima vez que fizemos esta viagem. Foi uma coincidência gira, mas proveitosa, pois o restaurante era mesmo bom. 9€ por pessoa, refeição completa. E ainda dizem que não se come bem em Espanha.

Chegámos a Madrid por volta das 19h, parámos bem no centro e fomos logo á procura de onde tomar um cafézinho. Á falta de melhor, entrámos num Burguer King. Mais uma vez, deu-se mais uma coincidência gira.

Uma senhora venezuelana que estava na mesa ao lado da nossa, perguntou-nos se nós éramos portugueses.

- Vocês são portugueses??
- Sim, somos.
- Pois o meu marido também é português.

Conclusão, o marido da senhora era um Português que imigrou para a Venezuela há uns anos, casou com ela, e tinham dois filhos. Agora estavam de férias em Madrid.

Ainda ficámos um bocado á conversa, até que nos despedimos e fomos á procura de um hotel. Felizmente, o Etap de Madrid tinha quartos.

Depois de um banho retemperador, fomos ver as vistas e procurar onde comer. Mas chegámos á conclusão que não nos apetecia muito andar de um lado para o outro e acabámos por novamente ir ao Burguer King. Sempre é melhor que o Mac.

Amanha logo vamos ver um bocado de Madrid.

A Tia Maria

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Já fui a Portugal Parte IV - o relato possível de uma viagem feita sem o minímo planeamento

A viagem hoje não iria ter grandes atractivos. A intenção era chegar a Bordéus, a quase 600kms de Paris. O dia estava bonito, o sol estava bem quente e a viagem prometia ser algo entediante. Estava enganada.

Depois do costumeiro pequeno-almoço, sim, que eu não dispenso nunca, pusemos-nos a caminho. Ao fim de 200Kms, saímos da AE para meter gasolina. É que por estas paragens, a diferença de preço entre a ES da AE e da estrada nacional, chega a ser de 0,30€. O melhor sitio para abastecer é, quase sempre, os InterMarchés, os Auchans, os Leclercs e outros do género.

Voltámos á AE e eis que me deu uma vontade fisiológica de tal maneira que acabámos por ter que parar mesmo na ES da AE. Quando volto, vejo o meu marido ás gargalhadas com um grupo de sujeitos com todo o ar de camionistas tugas.

E eram realmente, eram 5 portugueses e um espanhol. Tinham vindo todos á Holanda buscar carne e legumes. E eu cá a pensar com os meus botoes como é que é possível que nós, que temos secretos de porco preto, carne mirandesa, barrosa, maronesa e por ai fora, importássemos carne da Holanda, isto sem falar nos legumes.

Acabámos por, entre conversas e cafés, passar mais de uma hora com os nossos conterrâneos. O meu marido estava contentissímo por poder ter “conversas de gajos”, seja lá o que isso for. Enfim, homens...

Pusemos-nos a caminho novamente e passado um bocado, saímos da AE. O meu marido parou depois das portagens para me explicar o que é que pretendia fazer.

- Olha lá, esta zona aqui é porreira pela nacional, tem umas curvas á maneira e depois, podemos comer aí numa terreola qualquer. Qué que me dizes??
- Mas nós não conhecemos esta zona.
- Não faz mal, a gente apresenta-se quando lá chegarmos.

Tipico do meu marido. E lá fomos nós á procura de umas “curvas á maneira”. Curvas havia muitas, nao há dúvida, mas a qualidade do alcatrao era por demais mázinha. Passado um bocado, lá o meu marido resolveu parar outra vez.

- Acho que isto não foi muito boa ideia...
- Achas??????
- Tenho a certeza. Que tal comermos algo e depois voltarmos para a AE??
- Acho que sim, que isto não está a ter piada nenhuma.

Parámos na primeira terreola que encontrámos, e era mesmo uma terreola, não havia nada aberto, nem sequer um Mac para desenrascar havia. Acabámos por ir parar a um bairro com muito mau aspecto onde encontrámos uma Patisserie aberta.

O restaurante ao lado tinha lá uns clientes algo duvidosos e o “sentido de aranha” do meu marido ficou logo em alerta, por isso fomos directos para a Patisserie.

Estávamos nós a decidir o que comer, patáti, patátá, e por ai fora, quando a senhora atrás do balcão se vira para nós e num Português com um sotaque algo afrancesado, nos pergunta se éramos portugueses.

Realmente, nós estamos mesmo em todo o lado. Então não é que numa terreola perdida nos confins de Franca, encontrámos uma portuguesa?? Então a senhora em questao tinha ido com os pais para Paris com 11 anos e depois foi parar aquela terreola porque casou com um francês que resolveu ir viver para ali. Entretanto, divorciou-se e só estava ali para fazer algum €€€ antes de regressar a Paris.

Lá ficámos mais uma hora á conversa até que nos pusemos novamente a caminho. Valha-nos o GPS, abençoado quem o inventou, senão ainda hoje andaríamos á procura da saída para a AE.

O resto da viagem atá Bordéus não tem muita história, mais umas paragens para gasolina, mais uns cafézinhos e lá acabámos por chegar a Bordéus. 600 Kms num dia é realmente um bocado demais, o meu traseiro que o diga, mas o meu marido estava ali como se não fosse nada com ele.

- Mas tu não estás cansado???
- Um bocadinho, nada demais.
- NADA DEMAIS??? Eu estou que nem posso e tu dizes nada demais????
- Ó amorzinho, tu não estás habituada a fazer tantos Kms, é normal. Eu já ando de mota desde 98 e com esta, já fiz mais de 160000Kms.
- Pois...
- E de qualquer maneira, ando a treinar para entrar para a IBA.
- IBA?? E isso é o que, é IVA á moda do norte??

Afinal, a IBA é a "Associação dos Gajos com Traseiro de Aço". E para se ser sócio, tem que se fazer 1000 Milhas em menos de 24h.

Eu começo realmente a achar que "os gajos das motas" são todos um bocado desregulados, o meu marido incluído. E eu não devo estar muito melhor...

- Ainda falta muito para o Hotel???
- Sei lá, ainda tenho que ver onde é ali no GPS.
- É que eu estou tão cansadinha que só quero ver a minha cama.
- Deixa-me lá acabar este café, e vamos já. Ora, o GPS diz que ainda faltam 200 Kms.
- 200kms???? O QUÊ?????
- Ah, enganei-me. Afinal, são só 2kms.

E depois ri-se. Não dá mesmo vontade de lhe bater????

Mas bato-lhe depois, agora só quero mesmo é ver uma caminha e uma banheira para tomar um banho.

Bem, já chegámos ao hotel. É o Premiere Classe de Lormont. É um hotel low-cost, custa 33€ por noite e tem o mínimo indispensável, mas é bastante confortável. Mais 8€ dos pequenos-almoços.

Depois de um banho que fez maravilhas, fomos á procura de onde comer. Andámos ás voltas e encontrámos um Mac aberto. Mas o meu marido não estava para ai virado.

- Depois de 600 Kms a conduzir, eu tenho que me alimentar como deve ser. Queres comer ai, porreiro, eu vou á procura de melhor.

A sério, eu bato-lhe, mas bato-lhe mesmo com vontade. Eu aqui cheia de fome e sua alteza agora armado em fino.

Mas ainda bem, porque acabámos por ir comer ao Buffalo Grill, uma Steak House onde comemos uns bifes com umas batatinhas fritas de comer e chorar por mais. Parece que vou ter que arranjar outra desculpa qualquer para lhe bater...

Já eram altas horas da noite quando resolvemos voltar para o hotel. O João pestana já estava de volta de mim e adormecer no carro com o marido a conduzir é uma coisa, na mota é totalmente diferente.

Tenho que admitir que, apesar de estar que nem posso, estou a gostar da viagem. Começo a perceber os "gajos das motas", realmente a tal sensação de liberdade que tanto falam é mesmo assim, mas não dá para explicar, só experimentando mesmo. E como tenho um condutor super cuidadoso, vou completamente á vontade atrás dele.

Chegámos ao hotel e fui direitinha para o quarto enquanto o meu marido ficou a verificar se estava tudo bem com a mota. Ele bem diz que "ah e tal, depois logo se vê", mas sempre que parávamos, lá ia ele ver o nível do óleo e por óleo na corrente.

Bem, já nao me apetece esperar mais por ele, estou que nem posso.

Vou dormir. Até amanha.

A Tia Maria

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Já fui a Portugal Parte III - o relato possível de uma viagem feita sem o minímo planeamento

Baguetes, torradas, queijo, fiambre, manteiga, compota de alperce, morango e laranja, mousse de maçã, leite, café e sumo de laranja. Mas há melhor maneira de começar o dia do que um bom pequeno-almoço?

E foi realmente assim que começou a nossa aventura Parisiense. Claro que a verdadeira aventura começou na noite anterior quando o meu homem quase deixou cair a mota ao tentar po-la no descanso central.

Já estava a imaginar a nossa viagem a ficar por ali. Mas, felizmente, ele aguentou-se bem com os 230Kgs da nossa menina. Agora já percebi a utilidade de tantas horas a malhar no ginásio.

Bem, mas isso são águas passadas. Agora quero é divertir-me.

- Olha lá, tava aqui a pensar...
- Simmm??
- Que tal irmos andar de barco no Sena?? Estive a ver o site da Batobus e parece que se pode andar num barco o dia todo e entrar e sair onde quisermos e dá para ver uma boa parte de Paris.
- Gosto dessa ideia. E onde é que isso fica??
- Podemos começar ao pé da Torre Eiffel.

E assim foi. Lá fomos para a Torre Eiffel. Mas antes parámos numa Patisserie para comer uns croissants e um café au lait. Sim, eu sei que o pequeno-almoço foi 5*, mas eu tinha que comer uns croissants. Estava destinado. Agora pagar 2,50€ por uma meia-de-leite é que não estava incluído no pacote.

Finalmente chegámos aos barcos, pagámos 12€ cada um, que valeram bem a pena. Passámos o dia todo a entrar e a sair do barco, fomos ver o museu D’Orsay, a igreja St-Germain-des-Prés, que é muito simples, comparada com a Notre Dame, mas que tem uns vitrais lindos. A nossa ultima paragem antes do almoço foi a Notre Dame.

Não há palavras, é deslumbrante, vão ver, vale a pena.

Almoçamos umas tipicamente francesas baguettes, que estavam uma delicia, e retomámos o nosso passeio. É claro que não nos limitámos a ver o que estava no roteiro, andámos Kms a pé.

Fomos ver os Champs Elysées, subimos a avenida até ao Arco do Triunfo, e bebemos litros de água porque estava um dia de calor insuportável.

Lá tivemos que nos sentar na esplanada de uma patisserie a comer mais uns croissants e um cafézinho. Que sacrifício...

Finalmente, fomos ver o museu do Louvre. Já era algo tarde, então resolvemos deixar a visita ao museu própriamente dita para outras núpcias, resolvemos ver os jardins e a arquitectura local. O meu marido bem diz que se não fosse engenheiro informático, seria arquitecto.

E nada melhor do que acabar o dia com um piquenique junto á Torre Eiffel. Fomos a uma mercearia nas redondezas comprar pão, queijo, fiambre, sumos, pates, batatas fritas e fruta e fomos para o jardim junto á torre. Ainda tivemos direito a espéctaculo de luzes e tudo.

Muito mais haveria para ver em Paris, mas o tempo passou-se sem darmos por ele. Ficou a promessa de voltarmos.

A Tia Maria

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Já fui a Portugal Parte II - o relato possível de uma viagem feita sem o minímo planeamento

Que lindo dia de Sol, e que paisagem linda. Esta zona industrial onde ficámos a dormir num hotel F1 é realmente linda…

Mas por 33€, não se pode pedir mais. Aliás, foi uma constante desta viagem, os hotéis onde ficámos alojados estavam sempre localizados em zonas industriais e pagámos sempre entre 30 e 40€. Nestas coisas, acho que o meu marido tem razão.

- Olha lá, não é só para dormir e tomar o pequeno-almoço??? Então é para gastar o menos possível. E depois, o dinheiro que poupamos na dormida, prefiro gastá-lo num jantar á maneira.

Bem, mas pelo menos, está um lindo dia de sol, e depois de um primeiro dia de viagem algo “atribulado”, soube bem dormir mais um pouco.

Claro que o meu homem já saiu para tomar o pequeno-almoço e já cá veio acima umas 30 vezes dizer para eu me despachar.

- Então, mas isso demora muito??
- Já vai, sabes que isto demora sempre um "bocadinho" mais do que tu.
- Pois, e não trouxeste metade dos cremes e dessas porcarias todas. Vê lá que depois passa da hora de tomares o pequeno-almoço.
- Pois, são porcarias, mas tu gostas quando eu te ponho hidratante na cara.
- É só para te fazer a vontade, homem que é homem não usa essas mariquices.
- Pois, pois...
- Bem, eu tou lá em baixo á tua espera. Vou buscar a mota e por tudo a jeito.

E, entretanto, eu vou-me despachar calmamente. Ainda tenho vários dias de viagem pela frente e quero chegar a Portugal bem descansada.

Ainda bem que a nossa “mala” é uma miniatura e não demora nada a arrumar, mas de qualquer maneira, dava-me jeito mais um "bocadinho assim".

Aliás, para a próxima vou mas é de carro, não, vou fazer melhor, vou de avião, ele que vá de mota, se quiser. Ou então vai cada um na sua mota, ainda tenho que considerar melhor esta hipótese.

Já com o pequeno-almoço tomado e cheios de vontade, rumámos a Bruges, que ainda ficava a uns 5 kms.

Passámos o dia todo em Bruges, sempre com a sensação de termos recuado no tempo. É simplesmente adorável, fartámos-nos de comer chocolates, fomos ao museu do chocolate e ao museu arqueológico, andámos de barco pelos canais, visitámos a Igreja de Nossa Senhora, passámos pelo Kruispoort, comemos uns mexilhões de comer e chorar por mais, namorámos muito.

A propósito, já vos disse que nos fartámos de comer chocolate?? Acho que não houve uma loja de chocolates onde não tivéssemos entrado e comido chocolates. A meio da tarde, quando já tínhamos visto tudo o que era suposto os turistas verem, e os meus pés já estavam a pedir misericórdia, ainda fomos até ao Grande Mercado beber um chocolate quente feito com pepitas de chocolate, pois o dia de sol já se tinha ido e estava a levantar-se um ventinho frio, a imprevisibilidade do tempo por estas bandas não deixa de me surpreender.

Bem, e agora é hora de nos pormos a caminho, porque ainda temos 296kms para fazer até Paris e ainda temos que ir á procura de um hotel. Já vos disse que esta viagem não foi minimamente planeada???

Antes de chegar a Paris, parámos numa ES na AE onde metemos conversa com um camionista Português, muito simpático, era a primeira viagem do género que fazia e estava tão contente como nós de ouvir alguém a falar Português. Depois de um bom bocado á conversa, lá nos metemos á estrada novamente.

Por incrível que pareça, chegámos a Paris ainda não eram 10 da noite. Fomos direitinhos a um hotel Etap, na Porte D'órleans, era o mais perto que o mui útil GPS indicou. A sorte desta vez não foi madrasta, havia quartos disponíveis.

Hoje não estava tão cansada como ontem. Fomos por as tralhas no quarto e depois fomos procurar onde comer.

Acabámos por ir a uma Pizzaria, àquela hora e naquela zona não havia muito mais disponível, e dividimos uma Lasagna verde e uma Pizza quatro queijos.

Ainda deu para meter conversa com uns brasileiros que estavam a dar a volta á Europa de auto-caravana.

A zona do hotel não era das mais bem frequentadas àquela hora, então não nos aventurámos muito. Fomos direitinhos para o quarto porque no dia seguinte queríamos passar o dia todo a ver Paris.

Amanha continuo, agora vou dormir... ou não.

A Tia Maria

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Já fui a Portugal Parte I - o relato possível de uma viagem feita sem o minímo planeamento

Mas porque é que o despertador está a tocar a esta hora?? E onde é que o meu homem vai com tanta pressa???

- Mulheri, cuméqué??? Tá no ir ou nem por isso??
- Que horas são?? Deixa-me dormir, estou cheia de sono.
- Não quero saber disso para nada, ou sim ou sopas. Cuméqué???
- Tá bem. Eu vou, mas deixa-me dormir mais um bocado.
- Prontos, vou tratar da mota.

Eu devo estar doida, acabei de dizer ao meu marido, ainda meio a dormir, sem perceber muito bem o que estava a fazer, que alinhava ir com ele de mota até Portugal.

Endoidei de vez, só pode. Não é que eu não goste de andar de mota, até gosto e bastante, mas 2800Kms???

- Mas, amorzinho, e a mota está em condições??
- Sim, já pus óleo na corrente e vi o nível do óleo.
- Só isso??
- Quer-se dizer, já mudei o pneu da frente a semana passada. Não falta mais nada.
- E não é preferível fazer a revisão???
- Paquê??? O mais que pode acontecer é ficares pelo caminho, logo se chama a assistência em viagem.

A sério, isto não está a acontecer. É um pesadelo, só pode. Belisca-te, acorda. Aiiii, isso dói.

- Vai tomar banho, tens 5min.
- Mas eu quero dormir mais.
- Andor, já só tens 4.

Bem, não tenho hipóteses. Vou-me despachar e logo se vê o que vai sair daqui.

- E o que é que estavas a pensar fazer??
- Bem, arrancamos até Paris, ficamos lá uns dias, namoramos um bocado e tal, arrancamos para Bordéus, curvões nos Pirenéus, comprar uns recuerdos em Madrid e depois logo se vê.

O meu marido é uma pessoa muito organizada para certas coisas, mas quando é para andar de mota, “depois logo se vê”. E eu vou na conversa dele. Arrghhhhh.

Bem, com esta conversa toda, já são 10:15h. Já tomámos o nosso costumeiro pequeno-almoço, já fizemos a “mala”, pusemos tudo na mota e agora o costumeiro ritual, blusão, capacete e luvas.

Caso não tenham reparado, esta viagem não foi minimamente preparada. Já tinha falado com o meu marido que queria ir a Portugal, mas de avião, e ele já me tinha tentado convencer a fazer isto, mas eu não me descosi.

Bem, agora já está. Seja o que Deus quiser. E lá arrancámos a caminho de Paris, a cidade das luzes, a nossa primeira paragem. São 500 Kms de Wageningen até Paris, mais coisa menos coisa. Claro que só chegamos a Paris passados uns dias porque quando parámos para cafézinho na AE, o meu marido se lembrou de me perguntar se eu não queria ir a Gent, na Bélgica.

- Olha lá, tava aqui a pensar...
- O quê?? Quando tu te pões a pensar, nunca sei o que vai sair dai.
- Não tinhas dito não sei quê e tal que querias ir a Gent ou qualquer coisa do género??
- Sim, por acaso, até gostava.
- Ok, até fica de caminho e tudo.
- Mas não tens que te desviar muito??
- Ora, isso mais 300 menos 300, não há-de ser nada.

Pois, e eu que ao fim de 100Kms, já não sentia o traseiro. Acabámos por passar o dia em Gent. É muito bonita, não há duvida. Parece uma cidadezinha de brinquedo.

Andámos de barco pelos canais, vimos castelos, Igrejas, catedrais, monumentos vários, infelizmente, esquecemos-nos da máquina fotográfica, uma boa desculpa para cá voltarmos, comemos num restaurante tipicamente "Belga", o Pizza Hut, namorámos muito, andamos kms a pé e quando eu já desesperava por uma caminha, o meu marido lembrou-se desta.

- Olha lá, tu não tinhas dito que também querias ir a Bruges??? São só mais uns Kms.
- Não, eu quero dormir. Percebes??? DORMIR.
- Tens tempo para dormires quando chegarmos a Portugal. Olha lá, que eu só vou dizer isto uma vez. Arrancamos para Bruges, arranjamos para lá um hotel baratuxo, tipo F1 ou Etap, metemos lá as tralhas e vamos pós copos depois.
- Eu quero dormir, estou cansadíssima.
- Já dormes, anda lá.

E prontos, lá fui eu arrastada novamente para as maluqueiras do meu homem. Não sei onde é que ele vai buscar tanta energia.

Mas lá chegámos a Bruges e fomos directamente para o Hotel, abençoado GPS. Quais copos, qual quê, eu quero é dormir o meu sono de beleza.

- Bem, já que estás nesse estado, vou sozinho até ao bar aqui em frente.
- Mas tu não estás cansado depois disto tudo?
- Um bocado, mas estavam ali umas louras a meter-se comigo.
- QUÊ?????
- Não estava a falar das louras giras que estão a servir no bar, era das cervejas mesmo.
- AH BOM.
- Ó amorzinho, tu sabes que eu só tenho olhos para ti quando não estou a olhar para as outras.

Pois, com a verdade me enganas. Não fossem esses olhos verdes, não sei, não. Bem, e agora vou dormir. Boa noite.

A Tia Maria.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Estou Mesmo com Vontade de Ir a Portugal...

Ultimamente, as saudades de Portugal são mais que muitas. Não é que queira voltar, mas ás vezes, bate uma saudadezinha daquelas.

Da família, dos amigos, das coisas que fazem de nós o que somos. Não me imagino a voltar para Portugal tão cedo, mais não seja porque nem eu nem o meu marido temos perspectivas de trabalho por lá, mas sinto mesmo muita falta, não posso negar.

Felizmente, tenho o marido que tenho, que me apoia sempre e que sabe sempre dizer algo para me levantar o ânimo.

-Bolas, ah e tal e não sei quê, estás com saudades. Metes-te no avião e vais até lá abaixo, e prontos.

Ás vezes, pergunto-me porque casei...

Claro que depois, o meu marido me surpreende de tal maneira que eu fico mesmo sem saber o que dizer.

Vinha eu das aulas de Holandês quando começo a sentir um cheirinho familiar. Parecia que cheirava a bacalhau.

Entro em casa e vejo o meu homem a por a mesa para o jantar, e no meio da mesa um tacho enorme com o que parecia ser bacalhau.

Realmente, aquele cheirinho estava a abrir-me o apetite, eu que até nem estava muito para comer hoje.

-Olha lá, não estavas com saudades e tal?? Então agora senta-te, cala-te e aproveita que eu hoje estou bem disposto.

E prontos, lá tive que me sentar, calar e comer... um guisado de bacalhau com grão que ele esteve a fazer e que estava mesmo divinal.

Não foi o suficiente, mas já deu para matar um bocadinho as saudades.

Afinal, já sei porque é que casei.


Ingredientes:

3 Chalotas
8 Dentes de alho
1 Molho de cebolinho
6 Lombos de bacalhau fresco
2 Latas de grão
1 Lata de tomate com manjericão
2 dl. de Vinho branco
2 dl de Azeite
Piripiri q.b.
Salsa picada
Sumo de limão q.b.


Modo de Confecção:

Corte as chalotas , os alhos e o cebolinho ás rodelas finhinhas, e misture bem. Corte os lombos em quartos.

Num tacho, coloque uma camada de chalotas, alhos e cebolinho, outra com metade do bacalhau e outra com metade do grão. Repita com os restantes ingredientes.

Num copo medidor, misture o azeite, o vinho e o tomate. Mexa para ligar bem.

Regue o tacho com esta mistura. Tempere com um pouco de piri-piri. O meu marido diz que não adicionou sal porque achou que não precisava.

Tape o tacho e leve ao lume brando durante 45 minutos ou até achar que o bacalhau está cozido. Vá mexendo de vez em quando.

Antes de servir, regue com um pouco de sumo de limão e salsa picada.

Acompanhe com um vinho verde bem fresquinho e um maridão de olhos verdes.

Bom Apetite.
A Tia Maria.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Corações de Alcachofra com Molho de Queijo Feta

Esta receita foi daquelas que me saiu completamente no momento.

Acho que estou a começar a ficar como o meu marido, tenho os ingredientes á frente e as ideias começam a sair naturalmente.

Neste caso, saiu esta deliciosa entrada, que alem do mais, tem poucas calorias e não vai directo para as coxas.


Ingredientes:

1 lata de corações de alcachofra
3 colheres de queijo feta aos cubinhos
Azeite q.b.
Leite de coco q.b.
Salsa q.b.


Modo de Confecção:

Coloque o queijo numa frigideira com um pouco de azeite e deixe-o derreter.

Junte um pouco de leite de coco e mexa. Deite salsa picada, mexa e retire do lume.

Regue as alcachofras com este molho e sirva como entrada ou acompanhamento.

Delicie-se.

Bom Apetite.
A Tia Maria.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Chamuças com Risotto de Rebentos de Bambu e Lentilhas Vermelhas á Moda da Tia Maria

Finalmente atrevi-me a fazer umas chamuças.

É daquelas receitas que dá uma trabalhera daquelas, mas ficou uma delicia.




Ingredientes para a Massa:

250 gr de farinha
1 colher de chá de sal fino
1 ovo;
1 Chávena de café de óleo
2 colheres de manteiga Ghee
1 chávena de água morna;
farinha para polvilhar;


Modo de Confecção da Massa:

Misture a farinha com o sal numa tigela. Abra um buraco ao centro e deite o ovo, a manteiga e o óleo.

Misture e vá deitando a água, e amassando até que a massa se desprenda dos dedos, basicamente o mesmo que para se fazer pão.

Estenda a massa sobre um superfície enfarinhada e amasse durante uns 10 min. Eu costumo estender um pouco a massa e soco-a para que as fibras fiquem bem macias, á moda antiga.

Faça, por fim, uma bola, meta-a novamente na tigela e cubra com um pano húmido durante 1h.


Ingredientes para o Recheio:

1 Chalota
5 alhos
1 Colher de pasta de caril Patak´s Rogan Josh
1 Colher de Caril Hot Madras Curry Powder
Sumo de ½ Limão
1 Colher de gengibre fresco ralado
1 dl de Leite de coco
2 Colheres de manteiga Ghee
250 gr de carne picada
Coentros q.b.


Modo de Confecção do Recheio:

Primeiro aquece-se a manteiga num Wok, e junta-se a chalota e o alho bem picados. Deixa-se alourar.

Adiciona-se depois o gengibre, a pasta de caril, o caril, o leite de coco e a carne picada. Deixa-se cozer em lume brando durante uns minutos.

Quando a carne estiver no ponto, adicione os coentros e o sumo de limão e deixe no lume mais dois minutos. Retire e deixe arrefecer.

Entretanto, divida a massa em bolinhas e siga o esquema em baixo para fazer as chamuças


Faça cada losango com mais ou menos 15*8 cm. Uma colher de sopa da carne será suficiente por cada chamuça. Quando obter a forma final, dobre bem as pontas para que não se abra ao fritar.

Frite-as, por fim, em óleo bem quente. Quando estiverem lourinhas, retire-as do óleo e passe-as por papel absorvente.


Ingredientes para o Risotto:

2 molhos de Cebolinho
½ Courgette
1 Chávena de Rebentos de Bambu
½ Chávena de Lentilhas Vermelhas
250 gr. de Arroz Arbóreo
Azeite q.b.
Leite de coco q.b.
1 Caldo Knorr Vegetais


Modo de Confecção do Risotto:

No dia anterior, demolhe as lentilhas. Convém fazer esta operação com alguma antecedência para que as lentilhas fiquem bem saborosas.

Num litro de água bem quente, desfaça o caldo knorr. E reserve. Este preparado irá ser acrescentado posteriormente ao arroz.

Primeiro que tudo, o refogado. Pique o cebolinho e a courgette. Corte tudo ás rodelas e depois então, pique tudo.

Depois, refogue o cebolinho e as courgettes em azeite durante uns minutitos, só até a courgette começar a ficar molinha.

Adicione então as lentilhas, o bambu e o o arroz, e deixe fritar um pouco. O arroz fica sempre muito mais saboroso deste modo.

Quando o arroz começar a ficar com uma corzinha, adicione um pouco do caldo Knorr e deixe cozer até o liquido evaporar.

Repita esta operação até o caldo acabar. Quando o caldo acabar, adicione também o leite de coco.

Adicione, por fim, 2 colheres de manteiga . Rectifique de sal, se necessário, embora eu ache que o caldo Knorr já fornece sal q.b.

Deixe cozer até estar pronto e sirva bem quentinho com as chamuças.

Acompanhe com uma garrafa de Vinho Verde Gatão bem fresquinha.

Bom Apetite.
A Tia Maria.

sábado, 23 de maio de 2009

Salmão com Molho de Cogumelos

Esta é uma versão muito liberal de Salmão á Lagareiro. Salmão á Lagareiro?, perguntam vocês.

Sim, uma receita que experimentei uma vez e ficou uma delicia. Basicamente, é a mesma receita de Bacalhau á Lagareiro, mas com Salmão.

Como o forno se voltou a avariar, e a máquina do pão não deixa a comida tostadinha por cima, resolvi fazer uma nova versão.

Não levou batatas a murro, porque hoje estou numa onda Zen e não me apetece bater em ninguém. Experimentámos com massa fresca, frita no mesmo azeite do salmão e ficou 5*.




Ingredientes para o Salmão:

2 postas de salmão
5 dentes de alho
Sal q.b.
Pimenta preta q.b.
1 folha de louro
Massa fresca q.b.


Modo de Confecção do Salmão:

Pique os alhos para uma frigideira larga e deite um bocado de azeite. Quando o azeite estiver quente, coloque as postas de salmão e a folha de louro, e baixe o lume.

Tempere o salmão de sal e pimenta e deixe o salmão cozer lentamente no azeite. Quando o salmão começar a ficar um pouco tostado, vire-o.

Quando estiver tostado dos dois lados retire-o do lume e sirva-o com molho de cogumelos. Delicie-se com este prato.

Para acompanhar o salmão, coza massa fresca. Em seguida, passe-a pelo azeite do salmão. Deixe 2 minutos ao lume. Escorra o azeite da massa e sirva.

Ingredientes para o Molho:

200 grs. de cogumelos frescos
2 colheres de sopa de manteiga Ghee
2 dl de vinho branco
1 colher de sopa de farinha de trigo
Sumo de 1/2 limão
1 dl de Leite de coco
Sal q.b.
Pimenta q.b.


Modo de Confecção do Molho:

Primeiro, vamos lavar os cogumelos e laminá-los.

Depois, vamos salteá-los em manteiga. Eu usei manteiga Ghee, uma manteiga Indiana que, segundo dizem os entendidos na matéria, é muito saudável devido a seu processo de fabrico, mas outra qualquer serve.

Adicione o sumo de limão, tape o tacho e deixe apurar gosto durante uns minutitos, dois devem chegar.

Refresque com o vinho, deixe por um minuto e depois acrescente a farinha desfeita em água fria. Não adicione a farinha directamente para não correr o risco de ficar com grumos.

Vá mexendo o molho até este ficar cremoso.

Tempere com sal e pimenta e acrescente o leite de coco, ou se preferir, natas. Deixe estar mais um pouco e retire do lume.

Sirva por cima do salmão.

Bom Apetite.
A Tia Maria.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Frango de Fusão com Chapati

Esta foi uma receita que já fiz há uns dias. Umas ideias daqui, outras dacolá, umas garfadas do meu marido e chegámos a este resultado final.

Ficou muito bom, sem dúvida. Não será bem um Sabor Ibérico, mas sabe sempre bem variar e uma das poucas coisas boas da globalização, é o rápido acesso á gastronomia de outras culturas.

Espero que gostem.





Ingredientes para o Chapati:

2 chávenas de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal
3/4 de chávena de água morna


Modo de Confecção do Chapati:

Primeiro, vamos misturar as farinhas e o sal numa tigela. Depois, adicionamos a água e vamos misturar bem a massa. Quando se despegar bem das mãos, está boa.

A técnica é tal e qual como para fazer pão, polvilhamos uma superfície lisa com farinha e trabalhamos a massa até ficar elástica.

O meu marido lembra-se de ser miúdo e ver a avó dele fazer pão caseiro. Ela socava a massa quando a estava a preparar.

Esse pão era depois assado num forno de pão á moda antiga, com lenha. Uma delicia.

Faça uma bola, coloque numa tigela, cubra com um pano húmido e deixe repousar por 30mins, que será suficiente. Por acaso, deixei ficar de um dia para o outro e ficou óptimo. Se não tiver pressa, é preferível.

Agora há que dividir a massa em bolas, faça umas 10. Use um rolo de amassar para fazer da bola um disco.

A seguir, vamos então fazer o Chapati propriamente dito.

Aqueça uma frigideira, anti-aderente de preferência, um pouco de óleo é opcional, eu costumo usar, e cozinhe cada disco até que inche, cerca de um minuto será suficiente.

Vire e deixe mais um minuto, e quando estiver douradinho, está pronto.


Ingredientes para o Frango:

1 chalota
4 dentes de alho
½ pepino
5 cogumelos secos
50 grs de algas secas
1 pimento vermelho
1 cebolinho
100 grs de alho francês
1 peito de frango
Óleo para wok q.b.
Molho chili agri-doce q.b.
Molho de ostras q.b.
Sumo de ½ limão
Sal q.b.


Modo de Confecção do Frango:

Ponha um pouco de óleo para wok no mesmo e refogue a chalota e o alho.

Quando estiver lourinha, acrescente o alho francês em rodelinhas, o molho chili agridoce, o molho de ostras e um pouco de sal. Mexa bem

Corte os cogumelos em lâminas, as algas em farripas, o pimento aos quadradinhos, o pepino em rodelas e depois em quartos, e o cebolinho em rodelas fininhas e acrescente.

Corte o peito de frango em tirinhas e acrescente. Quando o peito de frango estiver no ponto, retire do lume e regue com o sumo de limão.

Sirva bem quentinho na companhia de um vinho Verde Quinta da Aveleda bem fresquinho.

Bom Apetite.
A Tia Maria.

Ontem não me apeteceu cozinhar...

Ontem foi feriado na Holanda, então foi dia de dolce fare niente. Tinha combinado com o meu homem irmos passear até Amesterdão para irmos ver in loco os Lusitanos.

Era suposto acordarmos ás 9h, e realmente acordámos ás 9...para o meio-dia. Pensei logo que o dia estava estragado e fiquei logo chateada, mas o meu marido, com aquele jeitinho dele que mais nenhum homem tem, pôs-me logo bem-disposta:

- Pá, acordaste tarde e depois??? Vais mas é despachar-te que logo vamos a outro sitio.

Adorável, não acham? Não fossem aqueles olhos verdes e eu não sei como era. Mas prontos, lá nos despachamos e comemos qualquer coisa só para aconchegar o estômago.

Entretanto, lá foi ele ver a sua menina, a sua Suzuki. Parece que estava tudo bem. Agora vamos ao ritual costumeiro, botas, blusão, capacete, luvas, parece que está tudo, então vamos fazer-nos á estrada.

Fomos nas calmas pela nacional até Utrech, passámos por Rhenen, que é uma cidadezinha muito simpática e uma das que está na nossa lista de cidades Holandesas onde gostaríamos de morar.

E, de caminho, ainda fomos ver o castelo de Amerongen. Tenho que me lembrar de levar a máquina fotográfica da próxima vez.

E finalmente chegámos a Utrecht. Resolvemos ir passear um bocado, ver as vistas, tomar um cafézinho, enfim, namorar.

Andávamos ás voltas pelos canais quando deixei de ver o meu marido. Mas onde é que ele se meteu?? Ás vezes, parece um puto, não se pode tirar os olhos dele durante 5 seg.

Quando olho para trás, aparece-me ele vindo sabe Deus de onde.

- Anda, descobri ali um sitio 5*.

E antes que tivesse sequer tempo de pensar, lá fui eu literalmente arrastada pelo braço.

- Olha o que é que eu descobri.

Dei por mim numa rua estreita, daquelas onde não queria estar numa noite escura, mas que tinha uns barzinhos e uma decoração simplesmente espectacular.

Ás tantas, levou -me para dentro de um restaurante/bar com um jardim interior espectacular. Um santuário de tranquilidade no meio da confusão de uma cidade já de tamanho considerável como é Utrecht.

O barzinho em questão chama-se De Zakken Dragger. Para além da tranquilidade, o atendimento foi 5* e estivemos quase tentados a ficar para jantar, mas ainda queríamos ir a Amesterdão aos Lusitanos.

Fomos dar mais umas voltas, namorar mais um pouco, ver as vistas, o meu marido lá ia olhando para onde não devia, e o tempo foi passando sem nos darmos conta.

Acabámos por decidir que era tarde para irmos a Amesterdão.

- E agora, vamos para casa ou comemos por aqui?
- Mulheri, tu vais fazer aquilo que eu te digo, e prontos, OK???

Quando ele começa com estas coisas, já sei que está a preparar alguma. Resolvi ir na conversa dele e, realmente, não me arrependi.

Lá fui atrás dele a ver o que é que isto ia dar. Andámos ainda um bom bocado e ele não se descosia. Ás tantas, fica parado a olhar para mim com aquele ar de puto reguila.

- Então, o que é que se passa?

E ele nada. Ficámos nisto um bom bocado até que percebi, do outro lado da rua, uma tabuleta com um Galo de Barcelos. Era o restaurante Algarve.

E fiquei logo a pensar naquelas coisas que vocês sabem. Eu não disse que ele ia arranjar alguma?

Acabámos por jantar por ali, e foi uma excelente escolha. Comemos uma carninha de porco á Alentejana e posso dizer que estava mesmo bom, pouco condimentada, mas como mais de metade da clientela era Holandesa, suponho que era feito ao gosto local.

O cafézinho, ai o cafézinho, que saudades de beber um cafézinho cheio. Nem tenho palavras...

A lista de sobremesas não era das melhores e, não sendo motivo para lá não voltar, é uma falha, especialmente para uma gulosa como eu, e espero que melhore.

A sobremesa acabou por vir em forma de gelato na gelateria Venezia. Acabámos por ter a companhia de dois Portugueses que se vieram sentar mesmo ao nosso lado e que tinham acabado de chegar de Lisboa, trabalhavam para um empresa de Expressos que tem ligações diárias de Lisboa/Utrecht/Lisboa.

Final perfeito para um dia perfeito. É sempre bom falar com outros Portugueses quando se está longe. Até a nossa motinha tirou a barriga de misérias.

A Tia Maria.

sábado, 16 de maio de 2009

Frango de Fricassé com Chapati

Quando eu e a minha irmã éramos pequenas, a minha mãe costumava fazer com alguma frequência frango de fricassé. Era delicioso...

E de quando em vez pedia-lhe para mo fazer.

No ano passado fomos a casa de uma amiga, a Luísa, uma portuguesa que vive em Amesterdão, e o jantar foi precisamente frango de fricassé. Estava delicioso...

Amesterdão que é conhecida pelos seus estacionamentos para 4000 bicicletas. Nunca tinha visto tal coisa na minha vida, agora já não me espanta nada, foi complicado foi achar a minha bicicleta a última vez que o usei.

Já para se ver as típicas tulipas, o melhor mesmo é apanhar o comboio e ir até Alkmaar, onde para alem do mercado de queijo típico, durante a viagem de comboio, se podem ver os campos de tulipas e os tão característicos moinhos.

Foi uma excelente recepção com um jantar óptimo, desde a sopinha, fricassé, salada com um tempero óptimo.

O fricassé da Luísa leva cerveja. Há também quem goste de por vinho. O da minha mãe não levava nem cerveja nem vinho.

Eu adicionei cerveja pelo facto não só por ficar bom mas também pelo facto de estar a usar as partes do frango mais magras e por isso com menos sabor.

Requer por isso, penso eu, um ingrediente como a cerveja para lhe dar mais sabor. A fotografia não ficou grande coisa, não lhe faz justiça, mas ficou muito bom mesmo, com um gostinho a limão daqueles.

Esquecemos-nos foi de comprar pão, aqui não há centros comerciais abertos até ás tantas, os super mercados fecham religiosamente ás 8h ao Sábado. Ás vezes, sinto falta de ter o Forum Almada sempre á mão de semear.

Então o meu maridinho lembrou-se de fazer Chapati, que é um pão indiano muito bom para acompanhar. E não é que até se combinam?


Ingredientes:

2 peitos de frango
1 cebola grande
3 dentes de alho
Alho francês q.b.
20cl. de cerveja
Sal q.b.
Pimenta q.b.
1 folha de louro
Sumo de 1 ½ de limão
3 ovos
Azeite q.b.
1 ramo de salsa


Modo de Confecção:

Faça um refogado com a cebola, os alhos picados e o alho francês cortado em rodelas finas, em azeite.

Quando a cebola começar a alourar, junte o frango cortado em bocadinhos pequeninos.
Tempere de sal, pimenta e louro. Adicione a cerveja e deixe cozer.

Quando o frango estiver cozido junte os ovos batidos com sumo de limão. Vá mexendo e deixe o molho engrossar. Por fim adicione a salsa já picada e mexa bem.

Sirva bem quentinho com arroz branco e um bom vinho tinto, no nosso caso, foi um Lambrusco.

Bom Apetite.
A Tia Maria.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Bacalhau com Natas

Este é um clássico da cozinha Portuguesa, não há dúvida, mas sabe sempre bem e esta receita da minha mãezinha Alda é um must.

Não só ficou com um belíssimo aspecto como delicioso. Vai um pratinho?




Ingredientes:

2 cebolas grandes
6 alhos
1 posta de bacalhau alta
6 batatas grandes
1 lt de leite
3 colheres de farinha maizena
1 ½ de natas
Sal q.b.
Noz moscada q.b.
Pimenta q.b.
Óleo q.b.
Pão ralado q.b. (para enfeitar)


Modo de Confecção:

Coza o bacalhau num tacho com leite e 2 alhos.

Numa frigideira grande, faça o refogado da cebola e alho cortados em rodelas fininhas e deixe alourar.

Quando o bacalhau estiver cozido, retire a pele e as espinhas e junte-o em lascas ao refogado.

Numa fritadeira deite o óleo e leve ao lume. Quando o óleo estiver quente deite as batatas cortadas em palitos e deixe fritar.

Retire-as da fritadeira um momento antes de se tornarem estaladiças, quando já estiverem lourinhas mas macias. Junte ao refogado, e em lume brando, deixe apurar.

Deite tudo num tabuleiro grande, de cerâmica ou pirex, tolerável a grandes temperaturas.

Adicione um pacote de natas e mexa.

Faça o molho Bechamel:

No tacho do leite, onde cozeu o bacalhau, retire os alhos e deite a farinha maisena.

O leite deverá estar frio quando lhe adicionar a farinha maizena para que não crie grumos. Mexa bem.

Adicione ainda a noz moscada, a pimenta e o sal e leve ao lume. Mexendo sempre e em lume brando até ficar um molho consistente.

Deite o molho bechamel e mexa com cuidado. Em seguida regue tudo com ½ pacote de natas, em fios, e polvilhe com um pouco de pão ralado. Leve ao forno a 180º por 30 minutos.

Bom Apetite.
A Tia Maria.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Alheira de Caça com Espargos Verdes e Couscous

A minha esposa telefonou-me há pouco a dizer que ia chegar atrasada e se eu podia tratar da janta.

Verdade seja dita, não estava com puto vontade de andar de volta dos tachos, não é por nada, que eu até gosto de fazer umas comezainas de vez em quando.

É que isto de passar o dia todo de volta de computadores, ainda por cima a falar Holandês com uns, Inglês com outros e Françês ainda com outros, é o que dá trabalhar numa empresa com um ambiente pluricultural, deixa um gajo todo partido. Mas como ela até se porta bem, vou-lhe fazer a vontade.

- Tá bem, eu cozinho, mas quem escreve no blog sou eu.
- Mas não pode ser, o blog não é teu.
- Não quero saber disso para nada. Ou escrevo eu ou vais jantar a casa da mãezinha, da tua, claro. Além do mais, já escrevi uma vez. Duas não faz mal a nínguem.
- Bem, tá bem, estou cheia de fome, não digo nada.

Agora que já lhe mostrei quem é que manda cá no estaminé, vamos a isto que eu tambem estou com uma galga galopante.

Por acaso, até calhou bem ela não querer ir para a cozinha, lugar natural das mulheres em geral e dos homens de vez em quando, porque tinha umas ideias interessantes para umas receitas novas.

È que ontem fui fazer uns Kms de mota até ao Norte da Holanda, e o ar marítimo põs-me os neurónios a trabalhar.

Já sentia falta deste cheiro de maresia, para quem vivia junto á Costa da Caparica, viver agora no meio do Alentejo Holandês é dose.

Atravessei o dique que liga a provincia Holandesa de Friesland á provincia de Noord-Holland. Se estão a pensar ir de férias, aconselho. É lindo.

E ainda fui a Hoorn, uma cidadezinha engraçada na província de Noord-Holland, que juntamente com a província de Zuid-Holland, deram origem ao nome de Holanda.

E ainda a Edam, cidade Holandesa da provincia de Noord-Holland, famosa pelo seu queijo com nome homonimo ter com dois amigos que andavam a percorrer a Europa de mota e que estavam acampados no camping local.

Infelizmente, fui sozinho porque a minha companhia habitual está com um problema de coluna e não me pode acompanhar nestas andanças. Não senti falta nenhuma dela...

Acabamos por ir os três jantar a Amsterdam uma churrascada de carne Argentina divinal, com uma tipica sex shop Holandesa mesmo em frente.

Foi durante esta jantarada bem regada, com águinha, que ainda tinha muitos Kms pela frente, que tive a ideia de fazer esta receita.



Ingredientes:

1 Chalota
½ Pimento amarelo
½ Pimento vermelho
1 Alheira
6 Espargos verdes
1 Tigela de sobremesa de Couscous
Óleo de Palma q.b.
Vinagre balsâmico de estragão q.b.
Sumo de ½ Limão


Modo de Confecção:

Primeiro, há que picar a chalota e cortar o pimento aos quadradinhos. E depois fazer um refogado com óleo de palma e vinagre a gosto.

Há que preparar entretanto os espargos. Deve-se rejeitar a parte fibrosa ou lenhosa, que não é digerível, e raspar-lhes o pé.

Coza em seguida os espargos em água a ferver e sal abundante para que não percam a cor verde que é tão caracteristica. Deixe esfriar e reserve.

Coza a alheira. Quando estiver no ponto, reserve o caldo da cozedura e retire a pele.

Numa picadora, junte os espargos e a alheira. Pique até obter uma pasta homogénea.

Entretanto, adiccione o caldo da alheira aos couscous. Estes irão inchar, absorvendo o sabor da alheira.

Junte a pasta ao refogado e vá mexendo para ligar bem.

Adiccione os couscous e algum caldo. Continue a mexer para ligar tudo muito bem.

Por fim, esprema o sumo de um limão, misture bem, e espalhe por cima salsa bem picadinha.

Sirva bem quentinho com um Quinta do Carvalhinho 1997, que é uma pinga da boa, do melhor que já bebi, e acompanhe com uma salada de tomate e cebola á moda de Portimão, ou seja, tudo muito migadinho e muito bem temperado, e com uma companhia agradável, mesmo que tenha as costas feitas num oito.

Bom Apetite.
O Ti Maneli.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Bacalhau Verde

Queria fazer um bacalhau do tipo Gomes de Sá mas com grelos. Mas grelos não os vejo por estas paradas. Comprei então uns espinafres, já o Popeye os comia e todos nós sabemos qual era o resultado.

Ficou um bacalhau verde, à moda do Sporting. Esperemos que dê mais força aos nossos desportistas.

Espero que gostem.




Ingredientes:

1 posta alta de bacalhau
1 cebola grande
7 dentes de alho
4 batatas médias
Cenouras q.b.
300 grs. de espinafres
Azeitonas pretas descaroçadas q.b.
Azeite q.b.
Sumo de ½ limão
Pimenta preta q.b.
Noz moscada q.b.
Sal q.b.
2 folhas de louro
Salsa q.b.
3 Ovos


Modo de Confecção:

Coza o bacalhau e os ovos num tacho; os espinafres, as cenouras e as batatas noutro. Deixe cozer durante 20 minutos.

Retire a pele e as espinhas ao bacalhau. Corte as batatas e as cenouras ás rodelas . Pique os espinafres na picadora, por 3 segundos.

Faça um refogado com cebola cortada às rodelas e alhos picados com um pouco de azeite. E quando a cebola estiver lourinha, adicione o bacalhau às lascas, os espinafres, as batatas, as cenouras, as folhas de louro, pimenta, noz moscada, sal e mexa.

Deixe apurar o gosto por alguns minutos, em lume brando e mexendo de quando em vez.

Apague o lume e retire as folhas de louro.

Disponha o preparado numa travessa, e enfeite com as azeitonas, os ovos ás rodelas e a salsa muito picada. Regue com o sumo de ½ limão.


Sugestão:

Acompanhe com uma salada de tomate temperado com alho, oregãos, sal, azeite e vinagre balsâmico de framboesa.

Bom Apetite.
A Tia Maria.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Bolinhas de carne

Tinha alguns restos no frigorífico. O meu marido disse-me que queria comer uma salada com o resto da carne picada que tinha sobrado do empadão.

Então pensei em fazer uns croquetes como a minha mãe Alda costumava fazer, mas achei que era pouca carne.

E o meu marido grita lá do outro lado da casa para eu fazer umas bolinhas de carne picada como a mãe dele fazia e que ele ia tratar da salada.

Pronto, tá decidido, pois que sejam as bolas de carne. Logo faço os croquetes noutro dia. Sempre estou para ver que salada é que ele vai fazer...

O resultado final foi interessante.


Eu gostei imenso, abençoada mãezinha que faz estas receitas deliciosas.


Como habitualmente, o meu marido não gostou...


Ingredientes:

1 chalota média
4 dentes de alho
1 cogumelo shitake
200 grs de carne picada
1 caldo knorr de carne
4 batatas médias
3 colheres de sopa de farinha
Leite q.b.
1 ovo
Azeite q.b.
Óleo de palma q.b.
Vinagre balsâmico q.b.
Vinho tinto q.b.
Sumo de limão q.b.
Pimenta q.b.
Noz moscada q.b.
Salsa q.b.

Para panar e fritar:

1 ovo
Farinha q.b
Pão ralado
Óleo q.b. (para fritar)


Modo de Confecção:

Primeiro vamos preparar o recheio de carne. Começamos por refogar a chalota, os dentes de alho e os cogumelos, tudo muito picadinho, com azeite, óleo de palma e vinagre balsâmico.

Quando a cebola estiver lourinha, vai-se juntando a carne aos poucos e misturando com o refogado. Adicione o caldo knorr, um pouco de vinho, o sumo de limão, a pimenta, a noz moscada e a salsa bem picadinha.

Cozem-se as batatas em água com sal, à parte, e depois de cozidas, desfaça-as em puré.

Misture bem o puré com a carne e um ovo, enquanto tem o tacho em lume brando. Polvilhe com farinha e vá mexendo. Adicione um pouco de leite quente.

Verifique o tempero e, se necessário, adicione mais sumo de limão e sal. Continue a mexer e, quando a massa começar a despegar, apague o lume. Deixe arrefecer.

Em três tigelas coloque a farinha, o ovo batido e o pão ralado.

Faça várias bolinhas e passe-as pela mesma ordem.

Leve as bolinhas a fritar em óleo, em lume brando. Retire-as do lume quando estiverem lourinhas.

Sirva-as bem quentinhas e acompanhe com a Salada Colorida do meu marido.

Bom Apetite.
A Tia Maria.

Salada Colorida

Esta salada foi feita pelo meu marido com o que havia dentro do frigorífico. Ele consegue fazer estas misturas completamente doidas de azeite, vinagre de estragão e molho chili agridoce, que por incrível que pareça, ficam sempre saborosas.

Realmente, a sorte dele são aqueles olhos verdes.

Espero que gostem.

Ingredientes:

Rucula q.b.
Couve roxa q.b
Rabanetes q.b
Endividas q.b.
Milho q.b.
Cenourinhas q.b.
Tomate cereja q.b.
Azeitonas pretas q.b.
1 cebola
3 Alhos
Queijo feta aos cubinhos q.b.
Sementes de girassol q.b.
Tomate seco q.b.
Azeite q.b.
Vinagre de estragão q.b.
Chili agridoce q.b.
Sal q.b.

Modo de Confecção:

Esta é uma salada muito simples de fazer, tem muita cor e é agradável á vista.

A cebola e os alhos devem ser bem picados, o tomate cereja cortado em quartos.

O queijo feta que usamos vinha dentro de um frasquinho com azeite e oregãos.

Também usamos um pouco deste azeite mais aromatizado para a salada.

Basta misturar então os ingredientes todos numa saladeira e mexer bem.

E prontos.

Bom Apetite.
A Tia Maria.